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A caça-likes

Polêmica... As redes sociais são polêmicas? Alguém aqui já assistiu “O dilema das redes” no Netflix?


Minha reflexão hoje vai por um caminho que eu não tenho idéia para onde leva...


O que somos capazes de fazer numa rede social para ganhar um “like”?


Outras vezes por aqui falei sobre marca pessoal e sobre CV e carreira... e nestes dias, me cobraram frontalmente dizendo que eu precisava escrever fora deste blog, no Facebook, Instagram e Linkedin, conteúdos tão relevantes como os que escrevo (modestamente) aqui, para poder criar notoriedade.... Me disseram que quanto mais eu escrevesse, mais eu seria “curtida” pelas pessoas e mais os aplicativos, com seus algoritmos, colocariam meu conteúdo visível a mais e mais pessoas... Uma verdadeira bola de neve! E aí eu perguntei.... “Por que quero isso?” E o demônio da vaidade prontamente respondeu: “Porque você foi feita pra brilhar!”



Choque total!!!! Claro que quero ser relevante para as pessoas, ser útil e cumprir meu propósito de apoiar o crescimento de outros, mas em troca do quê? “Likes”? Quero mesmo que as pessoas achem que posso ser a resolução de seus problemas e me contatem? Quero mesmo influenciar alguém ao ponto de interferir em suas escolhas pessoais? Será que tenho, realmente, a necessidade de comunicar algo a alguém, no limite entre expor uma idéia, facilitar uma discussão, criar consciência e manipular impressões?


Decididamente está aí o limite ético entre se expor e influenciar alguém...


Li a seguinte frase outro dia: “Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro.” (J. Saramago)


Será que quando posto algo e encontro logo depois um “like” ou um comentário houve uma intenção de convencimento bem sucedida? Fiz de propósito? E se fiz, ter “colonizado” o outro me fez bem?

Ahhhhhhh... tanta dúvida sobre o papel de cada um de nós nas redes sociais, e daí o despertar da vontade de não estar nestes ambientes, mas, ao mesmo tempo o terrível medo de , não estando, não existir no admirável mundo digital e, portanto, não existir... Verdade isso? Quem não é visto não é lembrado?


Ficam aqui várias perguntas, e, como avisei no início, não tenho certeza quais são as respostas. Verdadeiramente gostaria de ler algum comentário sobre isso... Não para reafirmar minha imagem, mas sim para saber se há mais gente confusa como eu sobre o que é viver neste ambiente socio-digital. Espero seu “like”?


Por: Lígia Mardiression

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