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Colabor-Ativa-Mente

A necessidade de isolamento social trouxe grandes desafios para as organizações, sendo o principal a manutenção da sua capacidade de operação. Em março, muitas empresas acreditavam que o isolamento seria curto e que, segundo especialistas, duraria um par de meses. Hoje, estamos há quase 90 dias com restrição ao contato social e constatamos uma curva ascendente de novos casos, sem visibilidade de quando conseguiremos um controle efetivo.


Ao olhar para o mundo, em especial para os países que já reabriram sua economia, constata-se que novos casos começam a surgir, mostrando uma necessidade de política de saúde agressiva capaz de rastrear um novo caso para que não saia do controle novamente. Enquanto não ocorrer uma imunização coletiva, seja naturalmente ou por meio da vacinação, ainda estaremos vulneráveis, implicando em perdas de vidas, uma vez que novos tratamentos ainda não foram encontrados. Esse seria um cenário ainda otimista, uma vez que não se sabe muito sobre a real imunização ou mesmo se novos desafios como este surgirão no futuro.


Estamos diante de um problema complexo que demandará a colaboração global para a busca de uma solução. Nenhum país, mesmo o mais isolado, pode negligenciar esse problema e não o encarar de frente. Como já sabemos, mais cedo ou mais tarde, ele chegará. Os impactos podem ainda ser mais profundos na economia, além de mais vidas perdidas.


Outro dia, eu tive um sonho que gostaria de compartilhá-lo com você. Sonhei que um grande líder se despontou dessa grande crise e acordou com todas as nações uma parada do planeta de forma sincronizada em uma quarentena planejada de 60 dias, tempo esse que seria cerca de 3 a 4 vezes o ciclo de vida do vírus. Nesse sonho, alimentos foram distribuídos em todos os continentes para que as pessoas não passassem fome e, no lugar dos hospitais de campanha, foram criados alojamentos temporários com condições de higiene e permitindo o isolamento necessário nesse período. Nessa ação coordenada, uma grande rede colaborativa se formou e o vírus foi exterminado ao final do segundo mês. Os esforços de todos os países foram concentrados em dois meses e o investimento global realizado foi menor que a soma dos recursos que cada nação está alocando individualmente. A economia se restabeleceu após 60 dias. Acordei e pensei: eu vivi um sonho possível, mas bem distante da realidade.


Para que a colaboração seja possível entre indivíduos, empresas e nações é necessário que um propósito claro esteja presente no centro de todas as ações como um grande orientador das ações individuais. Ainda, para que uma colaboração aconteça, acordos claros precisam ser estabelecidos, onde cada unidade saiba o seu papel e o seu compromisso com o coletivo. Para colaborar, é preciso perceber o outro como semelhante ao mesmo tempo que reconhece e aceita a riqueza das diferenças, permitindo que esse outro seja quem é, de forma íntegra, se preocupando com seu bem-estar. Sem dúvida, é um caminho bem diferente do que estamos percebendo ao longo dos tempos.


Não existe colaboração sem o trabalho individual e nesse ponto podemos ver a esperança de um futuro melhor. Eu faço um convite para que você realize uma prática (recomendo ler as orientações desta prática até o final, para realizá-la.


Sente-se confortavelmente, feche os olhos, respire profundamente por três vezes, trazendo sua atenção ao momento presente e para a respiração, percebendo o fluxo de ar acontecendo nesse instante. Pesquise na sua memória, em uma atitude de descoberta com curiosidade, por pessoas que foram ou são importantes na sua vida, como se estivesse passando um livro. Você encontrará muitas pessoas. Escolha duas ou três, para as quais identificará situações onde elas colaboraram com você. Pense em situações em que você precisou colaborar com essas pessoas também.


Revivendo essas situações, o que você sente? Algo grandioso já foi realizado de forma colaborativa que sozinho não seria possível?


A grande conclusão que muitas pessoas chegam ao fazer essa reflexão é que estamos repletos de colaboração no nosso dia a dia. O que realmente precisamos fazer é trazer nossa atenção para essas situações de colaboração e aos poucos vamos percebendo o gatilho que nos leva para a rivalidade expressa aos nos colocarmos em uma atitude competitiva quando não estamos efetivamente em uma competição. Se optarmos por seguirmos competindo em tudo, chegaremos exaustos ao fim de uma jornada. Quando a competição realmente existir, podemos não estar fortes o suficiente para vencê-la.


Diante de uma crise global, a solução que dispomos é, individualmente, evitar o contato social desnecessário. Depende de nós, de mim, de você. Do indivíduo para o todo, do mais simples para o mais complexo. Vamos estar atentos e perceber as atitudes de colaboração que nos cerca diariamente? Assim, podemos tornar nossa MENTE mais ATIVA para COLABORAR.


Por: Reinaldo Rachid


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