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Conversas pela Paz

Estamos em plena semana do P de Paz, como pilastra das ODS`s da ONU.


Sem muita inspiração para escrever sobre o tema (estou muito mexida com as situações de pouquíssima paz que estamos vivendo por aqui neste planeta!), achei então, como estratégia para suprir a minha orientação para resultado (detesto ter uma meta e não cumprí-la!), sair do interior das minhas elucubrações e ir para o exterior da minha cabeça, conversar com outras pessoas acerca do tema.


Surge aqui a reprodução de uma “conversa/entrevista” com duas jovens, minhas filhas, 19 e 23 anos, estudantes de Psicologia, que preferiram não proferir teorias e teoremas, mas sim, “pôr na roda”, visões bem pessoais. O tema aqui é: Estratégias de construção da paz... E, ao meu lado, Laís e Luíza...


Pergunta: O que é paz para vocês?

- “Acho que é uma utopia... É um estado inalcançável, mas que é bom existir, pois assim, as pessoas, em busca de, vão fazendo coisas boas no caminho. Existir este ideal, ajuda a reduzir o peso dos danos dos fatos ruins causados pelo ser humano” diz Luíza. “Nooosssaaaa, eu não tenho idéia” retruca Laís, o que me faz pensar que talvez o conceito seja tão distante, que não há expressão em palavras corriqueiras.

Pergunta: Pegando como premissa que é um conceito distante, como podemos trazer a vivência da paz para o dia-a-dia?

- “Acredito que por meio do diálogo. A gente abre espaço para as pessoas se expressarem e, sabendo o que pensam e o que sentem, podemos chegar a soluções que contemplem a todos... Nem sempre é possível, é sempre desejável, mas questiono o quanto estimulamos ou somos estimulados a uma prática diária de paz”

Luíza traz para a resposta o processo de comunicação. “Comunicação assertiva e não violenta traz empatia!”


Pergunta: Quais benefícios temos se insistirmos nesta maneira de comunicação?

Com uma voz inclusiva, Laís responde “Penso que tem muito a questão do pertencimento... quando a pessoa é ouvida e assim se sente, ela se enxerga como parte do contexto, contemplada e responsável por ele, o que abre espaço para a criação e evolução conjunta deste meio. A co-criação passa a ser natural. O ser é entendido como sujeito que não necessita de permissão para opinar, agir e fazer valer sua expressão!”

Luíza coloca a preocupação da amplitude da paz: “Não dá para ser eficaz em se preocupar com a paz do mundo inteiro enquanto seu micro ambiente está em “pé de guerra”! A solução mais palpável é cada um de nós se fortalecer na nossa saúde mental para que tenhamos “cabeça” para nos comunicarmos de forma assertiva, empática e não violenta. Se estivermos psicologicamente fortalecidos, pode vir uma situação bastante aversiva, que não terá uma resposta tão aversiva na contrapartida. É um privilégio (que deveria ser um direito! – diz Luíza) ter acesso a recursos de apoio à saúde mental”


Pergunta: Qual mensagem vocês dariam a quem está lendo este texto?

-“Num país tão desigual, cheio de barreiras e distanciamento sobre o sentimento do outro, o que dizemos é que cada um possa ter consciência de seus privilégios para, então, conhecer a realidade do outro e dispor-se a ele, não de uma forma assistencialista e sim em busca de desenvolvimento. Isso é caminho de paz!”


Agradeço às meninas... 😊


Recomendamos o livro “Comunicação Não Violenta” - Marshall B. Rosenberg


Como está a construção de seus caminhos de paz?


Por: Lígia Mardiression

Este vídeo atende a 4 principais objetivos de desenvolvimento sustentável:







Recomendo a visita às seguintes postagens deste blog:





Construindo a Paz a partir de micro ações - Por Simone Catalan










Onde encontramos a Paz em tempos de pandemia? - Por Ângela Schmidt







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