• Equipe wwwarpando

Crescimento e declínios na primavera de 2020

Hoje 01 de Outubro de 2020 escrevo este texto. Esta semana minha essência ativista-ambientalista-cuidadora da Vida está profundamente mexida. Esta semana, minha essência com ser humano, como parte da Teia da Vida, com ser senciente (que sente) está ferida, queimada, machucada.


Hoje, por mais que procure sempre trazer o lado luminoso, os caminhos possíveis, por mais que busque exaltar a necessidade de seguir….. hoje - esta semana - minha alma sentiu as cinzas das queimadas da Amazônia, do Pantanal e de tantas outras terras, lugares e moradas de tantas infinitas formas de Vida.

Esta semana meus olhos acompanharam com pesar os movimentos políticos de desmonte, de violência, de ignorância e ganância humana, resultando no desmonte de estruturas, políticas e estratégias que lutam pela regeneração do planeta, dos ecossistemas que temos aqui no Brasil. Me refiro ao teatro de horrores encenado na reunião do CONAMA (órgão consultivo oficial do Sistema Nacional do Meio Ambiente) do dia 28 de setembro (segunda-feira última).


Neste dia, uma série de ações de médio e longo prazo frutificaram de forma nefasta. Foram revogadas duas resoluções (instrumentos de valor legal) que delimitavam faixas de proteção permanente em áreas de vegetação do litoral brasileiro e ao redor de represas (resoluções 302/2002 e 303/2002). Também revogou-se uma terceira resolução (284/2001), que discriminava os empreendimentos de irrigação em três categorias e exigia o licenciamento ambiental para tais empreendimentos. E, para finalizar a passada da boiada, aprovou-se uma nova resolução para permitir e regulamentar a queima de diversos tipos de resíduos (muito tóxicos e perigosos) em fornos de produção de cimento, no chamado “coprocessamento”. Trago aqui algumas fontes para que você entenda melhor do que estou falando:


Conama revoga resoluções e acaba com delimitação de áreas de proteção permanente


A boiada quer passar sobre as restingas e manguezais


A boiada de Salles e as notícias do Olhos do Furacão




MAS, como diz o título deste artigo a vida tem seus momentos de crescimento e declínio, tudo são ciclos e a essência de Vida que permeia tudo sempre tem a nosso dispor a nutrição e a cura. Hoje, vejo que não existem “acasos” mesmo, pois no domingo (dia 27 de setembro) eu me levei para acompanhar um balsâmico encontro, que partilho aqui com você, chamado Transições para criação de outros futuros .


Um momento forte, de re-encontro, re-existências, e certamente regeneração. Um abraço na alma de quem, como eu, sente de forma visceral a conexão de sua vida com todas as demais. Um momento resgatado fortemente ao longo desta segunda-feira dura que tivemos. Certamente este encontro foi agente de cura dos machucados que descrevi no início de nossa conversa.



Na segunda eu dormi mal, e acordei já pensando neste texto. Desejando profundamente que ele, de alguma forma seja, meu sinal de luz, minha emissão para o mundo e para todas as pessoas que sei que também estão balançadas por tudo que tem acontecido. Desejando muito dizer que estou aqui, que eu também sinto, que também estou lutando e que tudo segue se transformando, mesmo que por vezes nos pareça um túnel escuro sem fim. Que este sinal de luz demarque meu lugar, que ele comunique ao mundo que estou a postos, e disposta da melhor forma que eu puder para ser apoio para tod@s que estão conectados e se movendo pela regeneração da Vida!

Na terça-feira eu acordei lembrando de um filme belíssimo chamado “Primavera, Verão, Outono, Inverno...e Primavera”, pensando em como é importante em momentos como esse percebermos que existem os ciclos e que eles envolvem crescimento e declínios.


Inspirada na mensagem deste filme, encerro partilhando algumas jóias minhas, de minha baú-de-tesouros de uso pessoal, bálsamos e sementes de revolução cultural, regeneração, conexão, formas de INTERSER, manifestos de livros, escritos, vídeos e sons. Para nos lembrar que é preciso termos o olhar para além do que fere no presente… precisamos olhar para o panorama geral.



Temos poder e lugar na transformação necessária para sairmos da “normose” e não permitirmos que o “novo normal” se instale trazendo uma releitura do que insanamente julgávamos ser “normal”. Mais do que qualquer coisa que possa TER, SOMOS junt@s, percebendo isso ou não. Então, chegou a hora de conectar, #juntossomosmaisfortes.



E você, onde se conecta? O que te afeta? Como a Vida tem te chamado?? Como você tem atendido a este chamado?






Por: Ângela Schmidt

Dos colegas de viagem do WWWarpando e seus convidados:








Luz - Escrito pela Conselheira Patrícia Carvalho













Ástério e o Planeta Shopping - Pela Pá Falcão















A liberdade de escolha, mesmo no sofrimento, é possível - Escrito pela Conselheira Angela Mota Sardelli

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