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Design Organizacional: transformar para evoluir


Venho me aprofundando cada vez mais no tema de Design Organizacional. E quanto mais estudo, mais me encanto com o poder das possibilidades de transformação das (e nas) organizações, realizadas por pessoas que nelas estão conectadas. As sociedades humanas, como os indivíduos, não crescem de forma linear, mas em estágios de maturidade, consciência e complexidade crescentes. Assim também acontece com as organizações.


Desde os primórdios da história da humanidade, observa-se a existência de algum tipo de organização do ser humano. Voltadas para alcançar um objetivo (seja ele de sobrevivência/colaboração, expansão/domínio), essas organizações sociais se viam sujeitas a mudanças vindas do ambiente externo e também a partir da consciência e aprendizados de seus integrantes. A cada transição da sociedade, nos deparamos com a mudança de seus fundamentos (tecnologia, economia, política, ideologia etc.) e da forma como nos organizamos para produzir coletivamente aquilo que a sociedade precisa. Cada grande era da humanidade vê surgir um modelo de gestão que corresponde à visão de mundo e ao padrão da época.


Frederic Laloux, no livro Reinventando as Organizações, criou um modelo conceitual da evolução das organizações ao longo da história, categorizando-as em 5 cores:

  1. Vermelhas: divisão do trabalho com autoridade de comando em constante exercício de poder (ex.: gangues de rua).

  2. Âmbares: papéis altamente formais em uma pirâmide hierárquica, com comando e controle de cima para baixo – no quê e no como. Cultura de planejamento a longo prazo e de processos (ex.: forças armadas).

  3. Laranjas: gestão por objetivos – comando e controle no quê; liberdade no como. Melhor aproveitamento da inteligência coletiva da empresa e de fora dela (ex.: bancos de investimentos).

  4. Verdes: estrutura da pirâmide clássica, com foco na cultura orientada por valores, perspectiva de múltiplas partes interessadas e empoderamento. Surgem os conceitos de Lean e Agile (ex. organizações orientadas para impacto social como Natura).

  5. Teal (verde-azul): entidades vivas, conduzidas com foco em um propósito maior do que elas mesmas, com a autogestão substituindo a pirâmide hierárquica - mecanismos de gestão distribuídos entre as equipes e os papéis de seus colaboradores. Desenvolvimento do binômio autonomia e responsabilidade (ex.: organizações orgânicas, holocracia).

  1. Fig. 1: linha do tempo evolutiva das organizações

“Nunca antes na história humana tivemos pessoas operando em tantos paradigmas diferentes e todas convivendo umas com as outras. O mesmo vale para as organizações: na mesma cidade, se prestarmos atenção, vamos encontrar Organizações Vermelhas, Âmbares, Laranjas, Verdes e Teal trabalhando lado a lado. A evolução parece estar aumentando sua velocidade e acelerando cada vez mais rápido.” [Laloux]


Um fato interessante é que essa curva exponencial representa a evolução de muitos fundamentos da sociedade. Na tecnologia, estamos chegando no limiar da singularidade, quando a taxa de mudança excede a taxa de aprendizado. Estamos no chamado século da disrupção, quando tudo se afasta do funcionamento normal já aprendido, numa velocidade supersônica. Para nos adaptar individual e organizacionalmente a esse novo estágio evolutivo, precisamos gerenciar a complexidade fazendo uso de novas configurações de mindset, valores e modus operandi. O mestre em Biologia Cultural Marco Ornellas, afirma categoricamente que “precisamos repensar a forma como fazemos negócio, como lidamos com a natureza, como encaramos a tecnologia, como nos relacionamos e como fazemos gestão de pessoas”.


Nos próximos artigos, vamos explorar como o Design Organizacional repensa o modelo organizacional existente, composto pelas pessoas, pelas suas estruturas, práticas, processos e cultura.

Artigo escrito pela Conselheira: Isabela Sobreira


Isabela Sobreira é partner da RAIDHO e possui mais de 21 anos de experiência em consultoria em Gestão de Negócios e Pessoas. Começou sua carreira de consultora na Falconi, por onde chegou à liderança de importantes projetos em grandes clientes no Brasil e no exterior. Atuou também no setor do agronegócio como consultora de gestão e como gestora de informação estratégica e inteligência de mercado. Foi responsável pelo planejamento estratégico da Unimed-BH, consolidando-se como especialista nesta área.


Mestre em Ciência da Informação, pela UFMG, possui MBA Executivo pelo Ibmec Business School e formação em Design Organizacional. Também é professora de Gestão Estratégica no IBMEC In Company.

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