• Equipe wwwarpando

Empreender CUIDADO!

Hoje irei compartilhar com vocês um pouco do que penso sobre empreender. A primeira sensação que pulsa no meu peito é a de uma imensa alegria. Afinal, você já viu alguém abrir uma empresa triste? Começar um negócio é quase sinônimo de se colocar no mundo, de concretizar sonhos, de se deparar com o seu propósito e a vontade de proporcionar ao seu futuro cliente o que existe de melhor em você. Você abre a sua empresa, se lança e começa a Jornada.


Surge os planejamentos, os objetivos, as metas e a necessidade de uma imensidão de estruturas para conseguir se manter de pé. As estatísticas demonstram que a realidade é bem diferente do mundo imaginário. Nem sempre você consegue satisfazer o cliente, concretizar os sonhos, sentir-se fazendo o melhor e sendo valorizado por isso.


Ao se deparar com esses desafios e dificuldades vejo muitos empreendedores se perderem, adoecerem, deixarem de viver. Já escutei muito que o seu negócio se tornou uma prisão. Muitos falam que o sonho é ficar livre dos seus próprios negócios. O empreender torna-se prender.


Portanto, coloco aqui alguns aspectos para a reflexão.


A narrativa, que temos para comunicar o nosso negócio, para os colaboradores ou para o mercado, costuma ser linear, porque de certa forma ela precisa ser direta, objetiva, simples. Porém, esta surge de um ambiente extremamente complexo. Sendo que muitas vezes, acabamos considerando que demonstrar essa complexidade é sinônimo de vulnerabilidade.


Um simples exemplo, imagine quantos aspectos você precisa pensar, quando um cliente te solicita um desconto. Muitas vezes você ainda se coloca em uma pressão de ter que responder isso em poucos segundos e por muitas vezes sofre por não ter dado a resposta que considerava correta. Porém, não tem a coragem de se expor e colocar a complexidade de tal fato. O mesmo acontece quando o empreendedor se cobra ser um super herói e sente que precisa ter todas as respostas para os seus colaboradores na ponta da língua.


Por que tem que ser assim? Você já se fez essa pergunta? De onde vêm esses sentimentos?


Na minha perspectiva tudo isso vem de um mundo que coloca você sozinho nessa Jornada. Diversas regras que ao meu ver precisam ser questionadas:

Não demonstre sua vulnerabilidade.

Não abra as contas para os seus clientes ou colaboradores.

O setor financeiro é algo velado.

Você não deve dialogar com os seus concorrentes de forma aberta.

Você tem uma série de concorrentes que querem que você feche suas portas.

Eu tenho que bater as minhas metas e as dos meus concorrentes.

Eu tenho que atender a lei da oferta e da procura...

São infinitas as mensagens subliminares, inconscientes que temos. Fomos educados assim, para competir, para agir sozinho. O individualismo e a competição alimentam o sistema econômico atual, é lucrativo.


Agora será que realmente precisamos estar sozinhos nesse jogo? Será que esse jogo precisa ser competitivo? Será que não é possível ser leve, gostoso e divertido?


Hoje encerro com essas primeiras reflexões. Nas próximas semanas irei compartilhar experiências, estudos de casos, experiências de empreendimentos que se permitiram questionar esses padrões. Que ao se permitirem as questões, conseguiram outras formas de expressões e se liberaram de diversas pressões. Que transformaram expressão em Ex - Pressão. Que transformaram o Cuidado não empreenda em empreendimentos repletos de Cuidado.


Convido a assistirem esse vídeo e pensar qual a metáfora para o mercado que você deseja atuar. Construa o cenário para o seu mercado.

https://www.youtube.com/watch?v=fMPVEhGBp2Y



Por: Simone Catalan

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