A esperança da vacina é a ultima que morre



Você já se pegou sem inspiração para fazer algo que tinha que fazer? Já sentiu uma preguiça tamanha e se colocou a adiar tudo que tinha planejado para o dia? E, claro... se sentiu muito culpado(a) por isso, né?


Estou assim!


Me acompanha este comportamento, um outro, que é a desesperança. Qualquer movimento midiático em minha casa já é fonte de mil questionamentos sobre o como será o amanhã. E as respostas não são positivas, acompanhadas de “lockdowns” e iniciativas de criação de fase roxa na cidade de São Paulo. Tentativas e erros para conter o vírus e sua propagação. Hoje já ouvi que havia fila de espera para conseguir um leito de hospital no sul do país.


Por favor, não desanimem com minha escrita. Só estou no momento desabafo. Mas também no momento resgate. Sim! Lembrando sempre que o que me fez escrever neste blog foi a necessidade de publicar idéias e reflexões que ajudassem as pessoas a lidar melhor com esta situação difícil que estamos passando. E sem ser super-heroína, estou nesta também. Com dias de luta e dias de glória, mas dias de escuro e de questionamento acompanhando a pegada de ar para emergir.

Piegas ou brega, não importa, ouvi Legião hoje

(https://www.youtube.com/watch?v=UueCjRrQLM4)


Alguém postou este clip na rede social, chamando Renato Russo de visionário, pois a letra da música traz uma descrição e recorte do momento atual. Foto de Paola Alfamor


Na verdade, o que penso, é que ele nunca foi visionário e sim retratava o que já existia... que só ganhou notoriedade com a forçada de tinta que a pandemia trouxe.


Sem inspiração e triste.


Um ano depois choro como criança ao ver cada post ou reportagem sobre idosos recebendo a vacina. Uma conhecida publicou a foto de sua mãe, dentro do carro, na fila do drive thru do Pacaembú, na espera de sua vez para vacinar... Ela olhava para o nada e naquele olhar eu vi tudo. Vi uma vida vivida e construída. Vi vontade de continuar construindo. Vi esperança. Vi a vontade da segunda dose.

Olhei para dentro de mim e me bati na cara! Quem sou eu para não crer mais?

“Bora” que tem muita coisa ainda prá fazer!


(na quarta feira próxima, 03/03/2021 levo meu pai para vacinar. Tenho menos de 72 horas para reabastecer meu cantil de ânimo, pois quero estar o mais íntegra possível para vê-lo neste momento histórico!)


Por: Lígia Mardiression

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