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“Mitote” e Inventário: Duas Ferramentas Toltecas de Transformação Pessoal

Não existe situação que não possa ser modificada. Mesmo que não tenhamos condições nem poder para mudar nada, mesmo que estejamos na pior situação possível, podemos mudar a nós mesmos e a forma como pensamos e vemos as coisas.


No filme “A Vida é Bela”, que provavelmente todos já assistiram, vemos como um pai amoroso e criativo transforma a vida num campo de concentração em um jogo, minimizando o sofrimento e maximizando as chances de sobrevivência do filho.


A grande questão é chegar no nível de amorosidade e criatividade do herói do nosso filme. Para isto, a tradição tolteca (povo mexicano anterior aos maias) fala em duas técnicas que podemos adaptar para uso imediato: “mitote” e inventário.


Mitote” é a palavra tolteca para caos, confusão. Dom Miguel Ruiz, xamã mexicano que segue a tradição tolteca, nos conta que eles encaram nossa nuvem de pensamentos como um grande caos. E uma das técnicas consiste em transformar esse caos em ordem. Existem rituais xamânicos específicos para que isto aconteça, pois o mitote parece uma cebola: quando você acha que sua mente está calma e em ordem, percebe que por baixo dessa camada de calma existe outra camada de caos e assim por diante.


Mas o que nós, pessoas ocidentais, modernas e do século XXI podemos fazer para enfrentar o mitote? Aqui podemos começar usando qualquer tarefa que exija concentração. Quando estamos profundamente concentrados, entramos em estado de fluxo e nossa mente se ordena.

Porém, nem sempre concentração traz consciência. Portanto, meditação também passa a ser essencial. Se você achar que meditação é muito bicho-grilo, pode chamar de mindfulness, que é mais gourmetizado...


Existem inúmeras técnicas de meditação. Um bom jeito de começar é ir no youtube, buscar nos milhares de vídeos existentes, escolher um que você goste e seguir as instruções. Não precisa meditar mais de 10 minutos por dia para já começar a sentir o efeito em termos de equilíbrio físico, emocional e mental.

Desafiar o mitote é o caminho do sonhador, altamente subjetivo mas que nos leva a conseguir fazer com que nossa vida se alinhe mais com nossos sonhos.

Já o inventário é uma ferramenta que serve para questionar e transformar nosso sistema de crenças. É muito simples e muita gente já faz, mas talvez não com a profundidade necessária: consiste em todos os dias, antes de dormir, revisar tudo o que você fez naquele dia.

Mas é muito mais do que simplesmente revisar. É lembrar de cada detalhe, e a cada detalhe se perguntar tudo:

Por que falei isso? O que eu estava sentindo nesse momento? Como poderia ter falado melhor? Por que fiz aquilo? O que me levou a me colocar (ou a colocar o outro) em determinada posição? Que padrões de comportamento estou repetindo aqui? Que crenças inconscientes me levaram a agir assim?

Tem gente que tem um caderno de inventário. Se você é do tipo mais metódico, pode ser uma boa ideia. Mas não é necessário. O importante é que ao iniciar esse tipo de prática, você vai perceber a quantidade de coisas sem consciência que fazemos durante o nosso dia, inclusive coisas que sabemos que são importantes.


Com o tempo, saber que você precisa lembrar à noite vai naturalmente fazer com que você passe a agir de maneira mais centrada e consciente, mudando seu jeito de agir. E é a partir dessa consciência que seu amor e sua criatividade vão poder te ajudar a mudar as coisas mesmo nas piores circunstâncias, exatamente como o herói de “A Vida é Bela”.

Por: Pá Falcão

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