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Mundo de Paz

Quando fui convidado a escrever este texto, algo que pudesse ajudar as pessoas neste momento difícil para o mundo, imediatamente comecei a refletir, mas me deparei com o famoso bloqueio criativo.

Tudo bem, eu poderia com facilidade escrever sobre empreendedorismo ou sobre o mercado financeiro, que são minha especialidade, mas eu queria falar sobre a humanidade, sobre sentimentos, sonhos, expectativas.


Foi então que me deparei com um vídeo de uma garota que estudou na mesma escola que eu. Seu nome não podia ser mais simbólico: Elis Regina.


Elis teve câncer nos ossos (osteossarcoma), e decidiu compartilhar a sua história com as pessoas.

Sua mensagem era um lembrete de algo que, por outras razões, também senti, e que muitas pessoas devem também sentir agora. E foi aí que meu bloqueio se foi. As palavras brotaram em mim como se fosse enfim chegada a primavera, e o texto a seguir escorreu para o papel.


Mudanças


A rotina é o véu de ilusão que esconde a inerente entropia da vida. Apegamo-nos ao conhecido, fechamos os olhos para a verdade universal de que tudo está em constante mudança. A rotina, enfim, nos conforta... até que as pequenas e incessantes mudanças finalmente rompam o véu e que nossas vidas sejam colocadas de ponta-cabeça.


E as mudanças, até mesmo quando boas, causam estresse (como quando um filho nasce ou o casamento chega), e isso é natural: o estresse nos prepara, pois evoluímos para desconfiar do novo. Alguém em uma floresta que vê ou ouve algo desconhecido e simplesmente fica tranquilo não tem muitas chances de sobreviver.


Todos nós, aventureiros neste mundo, passamos por isso. Ficamos doentes, perdemos pessoas amadas, mudamos nossos sonhos... ou nos deparamos com uma pandemia. Apesar de toda a tristeza e peso, no entanto, são justamente esses momentos que nos proporcionam algo muito valioso, em seu estado mais puro.


Amor e Compaixão


Voltando à Elis, revelo finalmente o lembrete que ela me fez: quando precisamos, pessoas boas aparecem em nossas vidas para estender a mão. Muitas vezes elas surgem para dizer palavras de apoio, para fazer um pequeno tratamento gratuito ou simplesmente para dizer "estou aqui caso precise", e, como Elis conta em seu relato, elas realmente estão! O mais fascinante, no fim, é como a generosidade daqueles que dissipam a escuridão com gestos de compaixão pode sustentar os nossos sonhos, pode nos fazer continuar, apesar da tempestade que urge lá fora. E essas pessoas, esses heróis episódicos, muitas vezes vão embora sem que ao menos haja tempo para dizermos "obrigado".


Escrevo este texto também como um lembrete de que, apesar da dor, é quando tudo está escuro ao redor que podemos reconhecer a verdadeira centelha da vida. Abandonamos as distrações e buscamos, enfim, a luz.

Artigo escrito pelo Conselheiro Caleb Silva

Caleb Silva é professor de idiomas e fundador da empresa Ng Prime.


É formado em Comércio Exterior pela Fatec e possui outros projetos como o Podcast "A Jornada do Herói" e a Veracys, a Rede Social da Educação.


Também atua e escreve esporadicamente sobre negócios e mercado financeiro.




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