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O déficit educacional e a pandemia

Olá pessoal, como vai? Meu nome é Julia Rebeca (16 anos), e eu sou uma estudante do segundo ano do ensino médio, e me caracterizo como uma pessoa muito curiosa e acredito que isto me proporciona um olhar crítico sobre a nossa sociedade atual. Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade que a Pá Falcão, surfista interdimensional, me proporcionou, ao me convidar, para escrever um texto para o blog wwwarpando. Venho aqui, debater e explicar um tema muito polêmico e contemporâneo: as dificuldades e questões educacionais que vêm ocorrendo nas escolas brasileiras, desde o começo da pandemia.


Em Março, quando a pandemia chegou ao nosso país, todas as escolas sejam elas privadas ou públicas tiveram que se adaptar rapidamente ao ambiente online. Isto ocasionou muitas dúvidas entre os professores e também entre os alunos. Nenhum de nós sabia quando voltaríamos para a escola e nem mesmo de que forma seria moldado o nosso futuro a curto e longo prazo. Nesse período, as aulas na minha escola foram dadas de forma menos conteudista e em formato de vídeo, em uma plataforma de ensino, infelizmente, a escola recebeu diversas reclamações de pais que acharam a quantidade de matéria insuficiente para um ensino efetivo. De fato, não era, mas de qualquer forma o aluno que se esforçou e estudou por conta própria conseguiu fixar bem o conteúdo.


Após o mês de Março, houve uma adequação à quantidade de matéria dada nas escolas. Mas, com o correr do tempo começaram a vir muitas lições de casa, excedendo a quantidade de conteúdos a que estávamos habituados. Isso desencorajou muitos estudantes a aprender e estudar. Esta frustração, seguido de outros fatores como falta de lazer e o isolamento social criou uma diferenciação entre os alunos das escolas privadas: os alunos que estudam por conta própria, os alunos medianos e os que não conseguem estudar sozinhos. Desta forma, o aluno que estuda e se esforça continuou a aprender regularmente, enquanto os outros não deram conta da quantidade de matéria e sofreram com stress e a pressão dos prazos. Além disso, alguns alunos medianos que não se esforçavam e alguns alunos que não deram conta de estudar sem o professor, passaram a usufruir de expedientes como colas para provas e atividades avaliativas.


Já as escolas públicas também passaram por um período de adaptação, mas diferentemente das escolas privadas, muitas das escolas públicas não tiveram infraestrutura suficiente para suprir a ausência dos professores e muitas vezes a falta de material didático. Além disso, os alunos do ensino público sofrem com a carência de recursos financeiros, a falta de um computador ou celular e a falta de acesso a internet. Segundo meu querido professor de Geografia, Antônio Flávio Mendes Moraes, que foi professor na rede estadual por 20 anos, os alunos antes da pandemia já se sentiam diferenciados e com menos potencial acadêmico do que alunos de escolas privadas. Agora eles se encontram cada vez mais distantes de um futuro promissor.


Vestibular 2020 e 2021, o que será da educação do país? Qual será a média das notas do Enem? A porcentagem de repetentes? Como vamos suprir as lacunas do ensino brasileiro? Essas perguntas são com certezas impossíveis de serem respondidas, mas o que todos temos que ter em mente é a conscientização de que o estudo e a educação devem ser priorizados acima de qualquer outro fator na vida de um indivíduo. Investir na educação é não só investir num cidadão mas como também na formação de um país. O que está ocorrendo hoje no Brasil vai repercutir em todos os setores da vida brasileira.

Artigo escrito pela Conselheira: Julia Rebeca Venezia

Sou uma estudante de ensino médio preocupada com meu futuro! Sou apaixonada por ler, tocar piano, viajar e curtir a vida!













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