O Micro e o Macro

Atualizado: Jul 14

Outro dia, que parece um século de hoje, numa página de educação que sigo no Facebook, alguém postou um vídeo super interessante de confecção de um objeto com círculos de papel de diferentes tamanhos e um clip. Estes círculos, do menor para o maior, unidos pelo clip, móveis, mostravam desde a pessoa (o menorzinho), passando por sua casa/família, escola/bairro, cidade, estado, país, continente, planeta e universo (o “maiorzão”). Aquilo me tocou de um jeito.! Rapidamente compartilhei com meu irmão para que mostrasse e montasse com meu sobrinho de 3 anos.

Talvez agora eu entenda porque este material me chamou a atenção. Em momento que reclusão, imposta e/ou consciente, ter a noção de o quanto o indivíduo, em seus atos de livre arbítrio, não estão isolados do todo do universo, pode ser a primeira e mais forte competência exigida para os novos seres humanos que passarem por esta pandemia.

Meu ato não está isolado em mim. Meu ato tem consequências não só em mim, mas afetam todos ao redor, que afetam mais tantos ao redor e assim vai... Ondas... Sempre soubemos disso, mas creio que nunca nos demos conta disso de maneira tão brutal.


Minha foto no Facebook já mudou para aquelas com adornos declarando que eu optei pela auto reclusão (desde domingo 15/03). Estou usando a #fiqueemcasa, ou #stayhome, e, em momentos de pequena revolta e indignação, tenho usado a #stayfuckinghome (Rs!). Sei que, por mais hígida que eu possa ser (e não sou! sou do grupo de risco dos diabéticos), eu ter contato com outros neste momento, pode me transformar em um agente de contágio, por vezes silencioso. Um ato meu, impactando outras pessoas, que impactam outras e assim vai...


Não quero isso para mim e para as pessoas que amo. Estou inserida no todo e tenho poder de impactar o todo positiva ou negativamente.


Acho que está aí a chave. Um fato do mundo (macro), impactando a mim (micro), me fazendo entender (micro) o quanto são impactantes os meus atos no mundo (macro). E nem estou falando de ecologia, heim?


Agora, mais consciente e tocada com isso, a competência que eu citei já tem efeitos rápidos em mim. Uma intensa reflexão tem ocupado minha mente e meu espaço aqui em casa, que está me fazendo lembrar de situações onde eu não cuidei da forma de falar e agir e consigo ver o que estas falas e atos deram de consequência além de mim. Como eu poderia ter feito diferente?


Numa viagem de idéias e palavras, isso também é uma justificativa para pensar na força WARP da colaboração. Eu, sozinha, impacto poucos... Vários “eus”, juntos, impactam muitos, e muitos, e muitos... Vai pegar uma proporção que não dá para medir! O fato é escolher o tipo de conteúdo que iremos usar para colaborar e impactar. Um conteúdo positivo, que vise o bem comum, que edifique o quão brilhantes e criativos somos, parece fazer muito mais sentido neste momento, né?


Um beijo no coração!


Por: Lígia Mardiession

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