• Equipe wwwarpando

O que meu espelho reflete...

Inspirada por uma discussão gerada em um grupo ao qual participo, trago à polêmica, o tema AUTENTICIDADE





Há muitos anos atrás, fiquei chocada com uma situação na qual um dos envolvidos respondeu, aos berros: “sou assim e vocês terão que me engolir!” . Soube depois que o Zagalo disse algo parecido uma vez... Aquilo me soou e me atingiu como um soco. “Como assim, vou ter que te engolir deste jeito que você é?” . De verdade, se sou eu que vou engolir, sou eu quem escolho o que engolir e de qual forma, não é? E mesmo quando, por algum motivo além de mim, tenho que engolir algo que talvez não seja tão bom, tenho aprendido a modelar/disfarçar o sabor, para fazer “a coisa descer”.


Para ser mais explícita, o que me chocou e me fez pensar é que a pessoa em questão não estava dando a mínima atenção à imagem que ela projetava de si mesma. Boa ou ruim, era assim...

Aprendemos em comunicação que quem tem o domínio da interpretação da mensagem é quem a recebe e não quem a emite, certo? Desta forma, se a pessoa diz algo sem a mínima elaboração, quem escuta interpreta e estabelece uma imagem acerca do outro condizente com o que ela sentiu ao ouvir/ver o outro. Sem garantia nenhuma de acerto, esta interpretação pode ser parecida com a intenção da mensagem proferida ou não...


Posto isso, se a mensagem proferida tem um conteúdo contundente, se não elaborada, certamente ferirá que a recebe...


E o que isso tem a ver com autenticidade? Ao meu ver, em prol do outro, não necessito ser contundente para preservar o meu jeito de ser. Posso passar a mensagem de forma diferente, preservando o conteúdo e cuidando da forma. Perdi a autenticidade? Não!!!!! Ganhei um amigo...

Ser autêntico não tem nada a ver com ser “mal-criado”. Ser autêntico tem a ver com sentir, pensar e agir de uma forma coerente e alinhada. Se sinto a necessidade de preservar minhas relações e penso que sou capaz de modelar o que falo para não atingir o outro, seguramente agirei com este cuidado... segui, conscientemente, a linha da autenticidade que estou trabalhando em mim! Não está sendo fácil alinhar o SPA (sentir, pensar, agir), mas a evolução é notória a cada dia.


Acho que algum dia este processo será mais fácil, meio que como quando a gente anda de bicicleta ou dirige um carro... no início há atenção concentrada no processo e depois vai indo no automático! Um automático gostoso...


Por: Lígia Mardiression

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