Olá, como está você?



O meu dia a dia costuma ser muito ocupado com os diversos compromissos de trabalho, com o cuidado do lar e ainda tenho conseguido tempo para fazer o que mais gosto: pensar e refletir sobre as coisas. Em meio a essa reflexão, me lembrei que não havia concluído ainda todas as minhas responsabilidades, e precisava escrever e me comunicar com vocês.


Esse primeiro trimestre tem sido de muito trabalho, inspiração e realização, o que me faz transbordar de felicidade. Como se diz em Minas, vou te contar! Eu amo o que faço e acredito que isso reduz muito o meu cansaço. Eu amo me comunicar, pensar, criar e cozinhar. Amo a minha casa e hoje tenho a possibilidade de trabalhar nela. Eu confesso que sinto muita falta de sair, encontrar pessoas, olhar no olho, abraçar, viver além dos limites de casa! Mas reconheço que, neste momento, o melhor lugar do mundo em que eu poderia estar é na minha casa mesmo. Veja se isso não é motivo para se transbordar de felicidade?


Nesse momento, eu ainda me sinto muito inspirado e empolgado com a realização de um projeto idealizado e já aplicado algumas vezes. Na próxima semana, vou reunir um grupo de pessoas para dialogarmos sobre a colaboração e criarmos juntos ações que poderão impactar positivamente o resultado de muitas pessoas e organizações. É um projeto ousado, mas necessário e alinhado com o meu propósito e com a necessidade de muitas organizações se tornarem mais eficientes e eficazes, mais conectadas aos seus clientes, em um contexto de complexidade, onde a criatividade e ritmo se tornam cada vez mais importantes. Nesse encontro, essas pessoas irão utilizar a inteligência natural, dividir seus conhecimentos e somar ao mesmo tempo. Eu divido o que eu penso, você divide o que você pensa e juntos saímos todos muito mais potentes do que quando entramos.


Conversando com um executivo, ele me fez uma pergunta interessante: e se as pessoas não tiverem o conhecimento nivelado? Eu respondi que para falarmos de colaboração, temos que começar a falar do indivíduo, do humano que somos. Esse know-how todos nós temos, basta olharmos para dentro e sentirmos o que nos faz bem. Além disso, o programa tem um público-alvo e uma proposta que irá conectar pessoas com um propósito em comum. Outra inquietação que me surgiu é sobre o conceito de nivelamento, que se dá pela média. Na era do life long learning, por mais que alguém seja especialista sobre um tema, há muita oportunidade para agregar conhecimento transversal. E mesmo na área de domínio, quem acredita que não há nada para aprender, irá ficar rapidamente obsoleto. Estamos na era da velocidade, da ambiguidade.


Optei por trazer essa expressão de como estou me sentindo, porque precisamos falar sobre nós mesmos e nos dar oportunidade para ouvirmos o outro, para nos abrirmos para aprender com o outro e potencializar conhecimento. Aqui no wwwarpando, seguimos essa proposta. Compartilhar o que pensamos e o que nos conecta com a felicidade e conosco mesmo.


Vou terminar com um lindo poema para refletirmos sobre a beleza do encontro, mesmo que no virtual.


O ENCONTRO (Moreno, 1975)


“Um encontro entre dois:

Olho no olho e cara a cara.

E quando estiveres próximo

tomarei teus olhos

e os colocarei no lugar dos meus,

e tu tomarás meus olhos

e os colocará no lugar dos teus,

então te olharei com teus olhos

e tu me olharás com os meus.”


Jacob Levy Moreno, foi um médico, psicólogo, filósofo, dramaturgo romeno-judeu, nasceu em 1888, na Romênia, cresceu na Áustria e foi naturalizado americano, morrendo em Nova York, em maio de 1974, um mês antes de eu nascer. Foi o criador do psicodrama e pioneiro no estudo da terapia em grupo. Tem grandes contribuições no estudo dos grupos, em psicologia social e é o criador da sociometria.


Por: Reinaldo Rachid

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