• Equipe wwwarpando

Os Intocáveis?

No início da semana escrevi um texto curto questionando o porque de não aproveitar esse momento, para lidarmos de vez com os nossos desconfortos.

Aprofundando um pouco mais sobre esse tema, quais são os verdadeiros desconfortos empresariais, sociais, pessoais, políticos, nesse momento?


Seguem algumas ideias iniciais que coloco aqui para o diálogo, crítica, questionamento, para uma co-criação. Utilize os campos de comentários das redes sociais e do blog para dialogarmos sobre o assunto. ... Uma pausa... Sinto-me um pouco insegura de postar um texto assim. Afinal, penso ter alguns temas proibidos. Porém, se o convite é para enfrentar os desconfortos, vamos lá!


Temas proibidos. Será que existem? Os intocáveis.


1 - Acredito que a primeira crença intocável é de que não podemos dialogar sobre temas empresariais, sociais, pessoais e políticos em um mesmo texto. Porque não? Uma vez que todos esses temas fazem parte de um mesmo sistema e se auto regulam ou se influenciam porque não pensá-los em conjunto. Porque não buscarmos entender profundamente suas regulações?


2 - Outro intocável. Pós pandemia surge mais um belo termo. NOVO NORMAL. Porém, o que vivíamos era Normal. De certa forma sim, uma série de "máquinas" seguindo os programas normais. Na mesma moeda: uma não conexão planetária sustentável. Acrescento. Será que precisamos mesmo é de um NOVO NORMAL? Ou estamos em um momento que é necessário outros paradigmas? Será que esses outros paradigmas já existem?


3 - A velocidade de vivência e programação do sistema também é intocável. Ela está aí imposta de forma exponencial. Porém, será mesmo necessária? Será realmente a crise uma oportunidade? Será que temos que realmente aproveitar desse momento de crise para agir, agir e agir? Será que não podemos parar? O que aconteceria se parássemos? Vamos fechar? Vamos abrir?


4 - E..... e a crise? Bem a crise é de qual ordem? Cultural? Ambiental? Social? Financeira? Será crise? Será transição? Bem, por aí, muitas e muitas especulações. Sinceramente eu penso que é uma crise moral em que somos todos vítimas e responsáveis. Uma crise de programação. Porque, chamo de uma crise de programação?


Porque informaram para as empresas que seria possível criar uma ideia, construir um processo, contratar pessoas para operacionalizar e administrar esse ideia. Que seria possível girar a roda para criar novos projetos e continuar a sobreviver. Que com os impostos pagos, seria possível contribuir com a sociedade e retornar para ela a suas extrações, tornando-a sustentável. Que seria possível pagar os impostos. Que seria possível ser sustentável.


No nível político foi programado que se teria um ideal e que se conseguiria constituir partidos em prol desse ideal. Que seria possível uma colaboração entre as pessoas de forma a construir esse ideal. Que seria possível construir sistemas não corruptos. Que seria sobreviver no sistema vigente. Bem prefiro acreditar que pelo menos a programação tenha sido essa. Será?


No nível pessoal foi programado que basta lutar para vencer. Será que temos que vencer? Para vencer não é necessário outro perder? Estamos jogando?


Sinceramente, penso que a solução para tantas polaridades, temas proibidos, INTOCÁVEIS está em não nos disponibilizarmos para um diálogo, em não sermos bons em percepção. Será que realmente percebemos as questões colocadas pelos mais diversos prismas? Ao meu ver não deveria existir dualidades e sim um olhar sistêmico que fosse capaz de enxergar, compreender, criar, aceitar e recriar os novos cenários.


Outra dificuldade é que a percepção nos traz uma nova camada a cada segundo. Quando estamos atentos, em atenção plena, os inputs são constantes, frequentes, velozes. Como agir, atuar, mudar, criar nessa mesma velocidade? Como transformar percepções em ação de forma a acompanhar esse fluxo? Como comunicar, dialogar, construir?


Bem diversas questões. Digamos que quase existenciais, que me disponho a tocá-las, que me disponho a deixá-las fluir, nesse micro ambiente da minha existência. Para a partir dela sistematizá-la e quem sabe criar novos programas. Programas abertos que se conectam com tantos outros sistemas, de tantas outras pessoas que já viveram, morreram, criaram, lutaram por uma conexão com uma vida em uma sustentabilidade ampliada, sistêmica, ancestral.


Como gostaria de me conectar a você que lê esse texto, para trazer novas questões, novas realidades, novos olhares, novos fractais, novas percepções, novos temas INTOCÁVEIS. Escrevo aqui no mais sincero desejo de TOCAR.


Por: Simone Catalan

19 visualizações1 comentário

Receba nossas atualizações

  • YouTube - círculo cinza
  • LinkedIn - círculo cinza
  • Instagram