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Primavera – Está aberta a temporada de apreciar o belo.

A primavera é a estação mais bonita do ano para mim. A temperatura começa a subir e ainda não está quente como no verão. As ruas da cidade se tornam coloridas pelo exuberante verde nas calçadas, nos parques e nos jardins das casas. Eu adoro passear pelo meu bairro nessa época do ano, quando vejo os ipês floridos com as mais diversas cores vivas. Claro que essa experiência será diferente dependendo do lugar em que se vive, mas depende principalmente do nosso olhar. A partir dessa inspiração, eu conecto um tema extremamente relevante no ambiente organizacional.


Eu trabalho com educação corporativa desenvolvendo profissionais, gestores e líderes para a geração de resultado em um ambiente de transformação em um contexto de complexidade, onde a agilidade é a palavra do momento. As organizações sabem que precisam se transformar para crescer ou mesmo para manter-se relevantes e estão lotadas de projetos que demandam investimentos. Portanto, precisam garantir os resultados de curto prazo para gerar um fluxo de investimento saudável e dar vida aos projetos.


Os modelos estruturais das organizações estão se transformando para incorporar o conceito de agilidade, esperando que os resultados cheguem mais rápido apenas agregando novas metodologias na forma de trabalhar. No entanto, a inserção do conceito de agilidade requer uma compreensão profunda dos seus pilares e mudanças na cultura organizacional. A primeira delas é a mudança do foco em produtividade para a geração de valor. A agilidade tal qual se conhecia – fazer rápido, produzir mais em menos tempo – se transforma em um conceito mais amplo: fazer o essencial para agregar valor ao seu cliente, eliminando desperdícios de tempo, de recursos e principalmente de retrabalho, que é gerado quando as pessoas começam a fazer as coisas sem reflexão crítica, no automatismo. A segunda mudança está na compreensão de que o erro deve ser tratado como um processo de aprendizado necessário para trilhar a descoberta do novo e que, na maioria das vezes, a causa do erro está no processo e não na intenção da pessoa de errar. A terceira mudança é a compreensão de que grandes transformações não são feitas por uma única pessoa, sendo necessário criar ambientes colaborativos em que atuam vários perfis de profissionais, valorizando a diversidade de pensamento, tema que abordei em meus outros artigos publicados.


Voltando à beleza da primavera, as árvores têm o seu ciclo natural de produção e, para florescerem de forma exuberante, devemos adubá-las, alimentá-las com água e sol continuamente. Da mesma forma acontece dentro das organizações. O resultado será mais rápido quanto mais alimentarmos as pessoas para evoluírem em seus ciclos pessoais, por meio da educação continuada. Em meus projetos de assessment executivo, eu constato que um dos maiores fatores motivacionais intrínsecos dos grandes profissionais é o aprendizado e desenvolvimento contínuo. Há diversas formas das organizações fazerem isso, mas quero destacar uma forma que pode ser aplicada com um custo relativamente reduzido e com grande impacto no desenvolvimento das pessoas: a apreciação.


Quando um colaborador é convidado para desempenhar uma atividade não rotineira que requer análise, reflexão ou quando ele propõe um projeto, é uma prática habitual realizar uma entrega ao seu gestor que se coloca na posição de avaliador do trabalho, principalmente quando esse colaborador não tem autonomia para resolver sozinho. Nesse momento, uma simples premissa considerada de forma equivocada ou algum erro cometido pode ser o motivo de reprovação da entrega, gerando, algumas vezes, um feedback que normalmente destaca os pontos negativos. Na grande maioria das vezes, o gestor não tem tempo para esse feedback e, ciente da necessidade de entregar o trabalho para o seu líder, acaba realizando por si mesmo a atividade de forma mais rápida, reforçando uma crença pessoal centralizadora. Isso pode resolver um problema imediato, mas não é sustentável no médio e longo prazo.


A avaliação, o feedback devem ser estruturados para ser o momento de apreciação do trabalho realizado, reconhecendo os acertos, a trajetória trilhada, as boas reflexões e utilizar os erros para promover aprendizado, permitindo que o colaborador se sinta confiante ao ser desafiado para evoluir na sua entrega. Quando nos dispomos a avaliar, nosso modelo mental naturalmente começa a procurar os erros, os defeitos, entrando no campo do julgamento. Ao realizar a mesma atividade com o intuito de apreciar, nos direcionamos naturalmente para o que está bom, mesmo que ainda tenha um caminho para trilhar para o ótimo. Esse é o processo de iteração que está nos pilares das metodologias ágeis, também conhecido como a melhoria contínua. Além disso, essa prática reforça o compromisso que um bom líder precisa ter em relação ao desenvolvimento do seu time.


Alimentar diariamente os colaboradores com conhecimento é fundamental para florescer as boas ideias! Que o florescer da primavera inspire em vocês o olhar apreciativo para ver a beleza. Ela muitas vezes está bem diante de nós e é preciso que estejamos atentos para percebê-la.


Por: Reinaldo Rachid

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