• Equipe wwwarpando

Visita a San Andreas - Califórnia


Já passou pela sua cabeça que quando dizemos sim a algo que queríamos dizer não, uma rachadura maior da que a de San Andreas, na California, se abre entre a gente e nosso bem- estar?


Foi assim que aprendi o que era assertividade.


Teoricamente, assertividade é relacionado ao ato de dizer “sim” ou “não” às pessoas/nas mais diversas situações, sem ter, com resultados, ressentimentos causados a si ou ao outro. De maneira simplista:


Se digo “Não” para tudo, me posiciono de uma forma agressiva perante o mundo e perante a mim. Do contrário, em extremo, se digo “Sim” para tudo, meu posicionamento é subserviente, passivo. O meio do caminho é assertivo, que emite sua opinião, que se posiciona em refutar ou aceitar algo, sem presumir que está certo ou errado, mas sim expondo o que sente, levando em conta seus valores e anseios, bem como o dos outros. Dois assertivos conversando podem realmente viver, na prática, o conceito de diversidade... Opiniões diferentes, ponto de vista diferentes. Não há o conceito de opostos e contundentes e sim, muitas vezes, a busca do complementar. Boas construções podem vir daí.


Porém, aprendi na prática o conceito dolorido do “passivo/agressivo”: Dizer sim, quando quer dizer não, se arrepender depois...Não dizer “sim” ou “não” e deixar subentendido... Reagir desmedidamente à uma situação e tentar “recuperar os cacos” com o outro, depois. Quantas foram as vezes que disse “Tá bom, então... tá tudo bem...” à decisão comunicada do outro, quando na verdade queria muito dizer que não concordava, ou até dizer que a pessoa, ao decidir daquela forma, poderia ter esquecido de considerar algo que tinha a ver comigo. Por que não disse? Por que não gritei? Por que não me posicionei?

Ao me lembrar destas situações vividas, analisando profundamente, penso que o não posicionamento, que depois doeu muito, teve a ver com não querer gerar o conflito, por presumir que a situação não iria mudar. Por ter ouvido diversas vezes a frase “não estica... “. Não ter esticado e debatido, na verdade, para mim, gerou um problema muito maior! Um enorme conflito interno, cheio de dúvidas e fantasmas: “Por que será que a pessoa decidiu assim?”, “Onde eu errei?”, “O que será que eu não vi?”. Cheia de pré-conceitos que me afastaram de alguns.


Ficou também a aprendizagem de que discussão e debate são coisas diferentes! No momento que não me posicionei e deixei tudo mal-entendido, com medo do conflito ou com medo de sentir dor, talvez eu estivesse muito mais me protegendo da discussão, presumidamente que poderia ferir o outro e me ferir, quando não feita respeitando a relação. Talvez devesse perseguir o debate, onde as idéias são colocadas em palavras e tons que não passam significados além do que são, mesmo. A busca é pela compreensão. Nada competitivo ou destrutivo. Um sorriso no meio da frase não é uma ironia... Uma opinião é expressa com argumentos e não simplesmente em achismos... Uma pergunta é genuinamente uma busca de informações, opiniões e esclarecimentos e não feita para constranger. No final, a clareza!


Tenho pensado muito na minha “Fenda de San Andreas” e imaginado formas “engenheirísticas” de lançar cabos de um lado para outro para poder costurar e juntar de novo as placas separadas. Tenho pensado muito em quais placas quero alinhavar e quais outras não dá mais. Enfim, este exercício tem me ajudado a praticar a assertividade, comigo mesma.


Por: Lígia Mardiression

Leia mais:







Seja multiplicador de uma trending topic chamada #bemestar - Pela Lígia Mardiression









Olá, como você está? - Pelo Reinaldo Rachid














O Silencio - Pela Simone Catalan

22 visualizações0 comentário